Era uma vez uma UPS...

Era uma vez...

... uma produtora horto-frutícola que decidiu poupar uns tostões, e não substituir as baterias da sua UPS ao fim dos 3 anos recomendados, isto apesar da nossa insistência para que essa troca ocorresse.

Afinal de contas, "tudo continuava a funcionar", certo ?

Alguns meses depois, um dos camiões da empresa pretendia carregar 75k Euros de frutas e legumes frescos e entregá-los numa grande superfície de distribuição. Aguardava apenas a emissão de etiquetas normalizadas e da documentação para transporte dos produtos, quando...

... uma descarga atmosférica foi detectada pela UPS, que teve que optar em milisegundos por uma das seguintes alternativas:

a) Desactivar a alimentação eléctrica pelo abastecimento externo, para filtrar a sobre-tensão, e alimentar os servidores e outros equipamentos informáticos a partir da bateria, (mas, como a bateria já não estava em bom estado, podia não aguentar mais que poucos minutos, e então os equipamentos seriam desligados abruptamente, eventualmente corrompendo informação);

b) Deixar "passar" a sobre-tensão, na esperança que os equipamentos informáticos aguentassem o pico.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as UPS's vêm programadas de fábrica para optar pela alternativa b), quando as baterias indicam ter pouca autonomia.

Resultado:

Fontes de alimentação de servidores e "switches", e pontos de acesso sem fios queimados, 2 especialistas durante 3 dias a recuperar informação corrompida, e 75k EUR de frutas e legumes rejeitados pelo hiper-mercado, porque foram entregues fora do prazo, "já não eram frescos".

Lá diz o ditado, "o barato sai caro"... e daí as fotos de hoje, para vos lembrarem de trocar as baterias às vossas UPS's pelo menos de 3 em 3 anos, ou mesmo antes, se a utilização excessiva o justificar.

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